Tenho um romance da Rosamunde Pilcher chamado Setembro, é lindo o livro, mas não consigo encontrar um momento para ler, porque acho que precisa ser uma leitura ininterrupta, ou vou acabar perdendo as nuances. Prevejo que só consiguirei fazer isso na Saúde Comunitária ano que vem. Essa Clínica Médica está acabando comigo.
Não raro me pego pensando intensamente porque eu escolhi esse curso. É sufocante, e as áreas que me atraem são poucas e parecem tão longe de mim. Vejo meus colegas empolgados, estudando, se entusiasmando com os casos, e eu não me vejo assim. Gosto da Medicina, de conversar com os pacientes, de saber que eu os ajudei quando estavam doentes, mas me surpreendi outro dia quando eu reclamava de fazer uma admissão (o dia que eu não tive a minha folga à tarde porque tinha de esperar um paciente, comentei sobre isso no post anterior), ai um colega meu de internato disse: que chato, nem vai aproveitar o paciente. Eu nem pensava no que eu poderia aprender, pensava em uma obrigação, e que eu gostaria de me ver logo livre dela.
Hoje eu acordei cedo e me dirigi ao hospital, estava de prescrição. Encontrei uma brecha para fugir, e me aproveitei, porque verdadeiramente ficaria muito mais feliz voltando para casa e me divertindo no computador ou lendo (estou namorando um livro de vampiros ali), do que estudar, não estou considerando essa opção.
Não acho que sou uma boa estudante de medicina, tenho minhas responsabilidades, claro, mas estou longe de sentir orgulho de mim mesma.
O livro é curtinho, uma edição vira-vira da Saraiva, que traz a obra integral, com preço reduzido. Compro sempre que posso. Tem uma passagem romântica linda, quando o Joss está ferido e Rebecca vai vê-lo, ele a puxa e a beija e diz que sempre quis fazer isso, ela pensa:
"E eu, que sempre imaginara que o amor tinha a ver com fogos de artifício e explosões de emoção, descobri que não era nada disso. Era quente, como um raio de sol repentino. Não tinha nada a ver com minha mãe e a interminável procissão de homens que invadiram sua vida. Eram as idéias cínicas e preconcebidas escapando pela janela aberta. Eram os restos das minhas defesas que se iam. Era Joss."
Ainda não decidi se essa é uma forma sutil de dizer que eles fizeram sexo, ou seu estou esperando demais que uma pobre senhora como a Rosamunde escreva sobre sexo em seus livros kkkkk, ela é meio Barbara Cartland.Serviço:
O dia da tempestade (The Day of the Storm)
Rosamunde Pilcher
Edições BestBolso (Saraiva Vira-Vira)


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